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Nós já fomos melhores que dois estranhos, melhores que o silêncio que nos afastou. Fomos a distância que se fazia tão perto, fomos o inseparável, o inevitável, eramos algo que transcendia ao explicável. E agora? Falta explicações da minha e da sua parte também. Somos a ausência que ecoa por entre os cantos, somos a solidão na sua forma mais bruta, somos o futuro que foi enterrado no passado. Recolhemos as armas e saímos da guerra, sem aviso prévio, sem adeus e sem nada. E agora o nada é o meu contentamento, uma vez que o tudo caiu no esquecimento, foi reduzido e se fez do meu desamparo o seu falecimento dentro de mim. Me afastando de mim mesma, fazendo o vazio ser o meu tudo, ser tudo o que você costumava ser. E tudo o que nós fomos passou, virou pó, cinzas e foi jogado ao vento. Já se foi e nós… já fomos melhores amigos e agora somos melhores como estranhos, que se aproximam mas não entram em contato. À uma barreira que não me deixa te ver, te sentir, te fazer presente aqui dentro. Retrocedemos e agora estamos sem recursos para começar de novo. E por anseio te distanciei do meu coração, fazendo da melhor opção a pior do mundo. E nós somos, fomos, e eramos melhores um para o outro e agora o nós é eu aqui e você bem longe.
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Eu não quero viver longe de você. Digo, viver sem falar contigo, sem saber como foi o seu dia, o que você fez, como está se sentindo. Até porque, longe fisicamente de você eu já estou.
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Meu Deus, como é difícil ter um bom amigo hoje em dia. Alguém que possa oferecer um colo e um afago na hora da tristeza e que consiga sorrir de verdade com a sua alegria…
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A gente já foi fundo demais, não há mais como cair. De agora em diante, o maior risco que a gente corre é ser feliz.
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Fico com medo. Mas coração bate. O amor inexplicável faz o coração bater mais depressa. A garantia única é que eu nasci. Tu és uma forma de ser eu, e eu uma forma de te ser: eis o limite de minha possibilidade.
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Não to triste, nem feliz, e nem nada disso. To na minha. E vou continuar assim para que ninguém ofusque o resto de sentimento que ainda me resta.